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“Aberrações futebolísticas” – Clássico Freakshow



Venhamos e convenhamos: 2011 foi um ano terrível para o futebol mineiro. Exceto pelo Tupi, que foi campeão da Série D em cima do Santa Cruz, e pelo Ipatinga, que conseguiu o acesso para a B, ninguém no estado teve muito o que comemorar – sobretudo os times que disputaram a primeira divisão. Todos passaram boa parte do campeonato lutando contra o descenso, sendo que o América já está matematicamente rebaixado, o Atlético escapou nos momentos finais e o Cruzeiro vai tentar se salvar na última partida, exatamente contra seu maior rival.

Em “homenagem” ao clássico do próximo domingo, o Jornalheiros Esporte Clube imaginou uma partida fictícia entre os piores jogadores de Cruzeiro e Atlético desde o ano 2000. Porém, como a lista de candidatos ficou muito grande, adotamos alguns critérios para montar as duas seleções (?). Assim, não relacionamos atletas que:

1. tenham atuado menos de 10 partidas por algum dos clubes (Cribari, Brandão, Nêgo, Tesser, Jorge Luiz...)
2. tenham sido convocado alguma vez na vida por qualquer seleção de ponta (Carini, César Prates e Catanha se livraram, mas Espinoza não)
3. tenham obtido destaque relevante em algum clube grande do Brasil ou da Europa (Danrlei, Amaral, Diego Souza, Élber, Rivaldo, Rincón, Edmundo...)
4. sejam o Lopes Tigrão ou o Adriano Chuva (escalar em um dos times seria "sacanagem" com o outro, porque ambos estão entre os piores de todos os tempos dos dois lados).

Confiram, a seguir, o clássico mineiro mais bizarro da história!

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Projeto original de Matheus Killer, Igor Dias Pinto e Danilo de Castro. Colaboraram Guilherme Pedrosa, Gabriel Gama e o pessoal do grupo “Momentos Épicos do Futebol” do Facebook.

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A falta de um estádio em Belo Horizonte complicou a vida dos três times da capital em 2011. Com o Mineirão em obras para a Copa de 2014 e o Independência em reformas, restou a eles mandarem seus jogos na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Porém, como será este o palco do clássico de amanhã, o amistoso entre os piores times de Cruzeiro e Atlético teve de ser transferido para o Castor Cifuentes, em Nova Lima.

Assim que os jogadores aparecem no (terrível) gramado, algo curioso acontece: para muitos deles, provavelmente era a primeira vez na carreira que entravam em campo sem receber vaias. Isso porque havia no máximo umas vinte pessoas no acanhado estádio do Villa Nova, mesmo contando os jornalistas, os vendedores de picolé e o zelador.

E, com a mais absoluta paz reinando nas arquibancadas, o juiz Márcio Eugênio Meira Wrong dá início à partida.

Como esperado, o jogo começa apertado, com direito a muitos erros de passe e verdadeiras demonstrações de futebol-arte no meio de campo. No caso dos cruzeirenses Bruno Quadros, Marabá, Leandro Bomfim e Bruno Soneca, arte abstrata; já para os atleticanos Walker, Rolete, Gedeon e Bilu, arte marcial – seja para brigar com os adversários ou com a bola.

Aos 20 minutos, o primeiro lance polêmico: Diego Macedo chegou à linha de fundo, cruzou e a bola passou longe de qualquer coisa no estádio, mas o juiz Wrong marcou pênalti de Jancarlos no atacante Galvão e deu cartão vermelho direto para o lateral cruzeirense. Na cobrança, Bilu fez 1x0.

A resposta celeste veio cinco minutos depois. Pelo lado direito do ataque, Wando – que, segundo seu empresário, era um “Robinho misturado com Garrincha melhorado” – driblou Calisto, olhou para a área e viu o zagueiro atleticano Nem sozinho contra dois adversários. No cruzamento, a bola passou por Robert e encontrou a cabeça do companheiro de Nem, Adriano. Também conhecido como Adriano Gol Contra. Este, fazendo jus ao apelido, empatou, sem chance para Edson.

Depois do gol, o técnico PC Gusmão pensou em fazer uma substituição para cobrir o espaço deixado pela expulsão de Jancarlos, mas, pensando bem, ele era tão ruim que, exceto pelo pênalti, sua ausência não estava fazendo a menor diferença.

O jogo permaneceu morno, quase esfriando, até os 37 minutos, quando Leandro Bomfim disputou uma bola com Jales. Só que a bola veio rasteira e Bomfim acertou o rosto do atacante alvinegro com o pé. No meio da confusão e do empurra-empurra, Walker ainda acertou uma voadora em Bomfim. Cartão vermelho para os dois.

Aos 42 minutos, o lateral-esquerdo Patrick tentou recuar uma bola para a defesa e errou o passe. Até aí, nada de anormal, porque Argel foi atrás para recuperar. Mas Gedeon acreditou no lance e correu, dando uma arrancada de trás do meio-campo. Argel, a três metros da bola, não conseguiu (!!!!!) acompanhar o camisa 10 do Galo, que invadiu a área. Na sequência, o goleiro Andrey saiu para fechar o ângulo, mas, ao ver o zagueiro Espinoza se aproximando, deixou a bola passar. O problema é que Espinoza ficou parado, deixando Gedeon livre para fazer 2x1.

A partida estava tão chata que a torcida nem reparou que o primeiro tempo tinha acabado e os times já estavam voltando para o segundo.

O Cruzeiro retornou com duas alterações: Elicarlos e Gerson Magrão no lugar de Wando e Patrick. Com o time precisando reagir, cada um ia jogar numa lateral, embora de fato atuassem no meio-campo. Vai entender...

Mas quem começou a etapa final com tudo foi o Atlético. Após horrorosa troca de passes entre Jales, Bilu e as canelas de Bruno Quadros e Marabá, a bola sobrou para Galvão na entrada da área. Ele viu que Argel e Espinoza cercavam, mas, como também não avançavam para lhe tomar a bola, resolveu chutar. De bico. Andrey também ficou indeciso sobre pular ou não e tomou um frangaço. 3x1.

Enquanto isso, PC Gusmão foi à loucura. Imaginava que alguma coisa precisava ser feita, mas não sabia o quê. É o tipo de coisa que acontece quando você olha pro banco e vê Alexandre Fávaro, Vítor, Eliézio, Fernando Miguel e Adriano Louzada.

Contudo, a reação celeste já começava a se desenhar. Gerson Magrão chutou de longe, Edson espalmou mal e a bola sobrou para o centroavante Robert dentro da pequena área. “Boa bola!”, berra o locutor. Mas não existe “boa bola” para Robert, já que ele faz questão de estragar todas. O chute saiu completamente torto, mas felizmente – para os poucos cruzeirenses que estavam acordados – bateu no peito do decisivo matador Adriano Gol Contra. 3x2.

Nisso, o técnico atleticano Lori Sandri resolveu anular as principais armas que os cruzeirenses tinham naquele momento, e substituiu as duas: Edson e Adriano. Juninho e Rancharia entraram em jogo.

Aos 29 do segundo tempo, o zagueiro Nem resolveu manter sua média de um pênalti e um cartão vermelho por partida, e derrubou o inofensivo Bruno Soneca dentro da área. Quem bateu foi o próprio camisa 10 cruzeirense, tido no começo da carreira como o substituto de Ronaldinho Gaúcho no Grêmio.

Mas, a essa altura, a torcida já nem tinha mais paciência para assistir tamanho futebol de várzea, de modo que todos já tinham ido embora quando Juninho defendeu a cobrança.

PC resolveu apelar e colocou Adriano Louzada no lugar de Bruno Soneca. Lori Sandri, por sua vez, ainda tinha Rafael Cruz, Leandro Smith, Genalvo e Nilson Sergipano, mas quem substituiu Jales foi o volante Ataliba.

Nenhuma das mudanças parecia surtir efeito até o lance mais emocionante (?) do duelo. O juiz Márcio Eugênio Meira Wrong prometeu jogo até os 46, mas, já aos 49, Elicarlos chutou de bico da meia-lua, a bola bateu na canela de Rancharia, ricocheteou no rosto de Marabá e voltou para a área. Juninho pulou para tentar tirar de soco, mas trombou com Ataliba no meio do caminho. Nisso, a bola desvia na bunda do impedido Adriano Louzada e morre no fundo das redes.

Então, com o placar empatado em 3x3 e as arquibancadas completamente vazias, termina o pior clássico da história do futebol mineiro. E que fique claro que esta é uma aberração futebolística tão grande que a equipe do Jornalheiros Esporte Clube deseja que JAMAIS aconteça de verdade.

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ATLÉTICO
Edson (Juninho); Diego Macedo, Nem, Adriano Gol Contra (Rancharia) e Calisto; Walker, Rolete, Gedeon e Bilu; Jales (Ataliba) e Galvão. Téc.: Lori Sandri.
Reservas não utilizados: Rafael Cruz, Leandro Smith, Genalvo e Nilson Sergipano.

CRUZEIRO
Andrey Cambalhota; Jancarlos, Argel, Espinoza e Patrick (Gerson Magrão); Bruno Quadros, Marabá, Leandro Bonfim e Bruno Soneca (Adriano Louzada); Wando (Elicarlos) e Robert. Téc.: PC Gusmão.
Reservas não utilizados: Alexandre Fávaro, Vítor, Eliézio e Fernando Miguel.

Gols: Bilu (20’ 1T), Adriano (GC 25’ 1T), Gedeon (42’ 1T), Galvão (7’ 2T), Adriano (GC 19’ 2T) e Adriano Louzada (49’ 2T).
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“Aberrações futebolísticas” – Foca em extinção

Atire a primeira corneta aquele que nunca se decepcionou com algum jogador das categorias de base que nunca se firmou no profissional.

E, para o caso de você ter atirado, lamento informar que seu time, seja ele qual for, já teve inúmeros atletas que arrebentavam como juvenis, mas, por um motivo ou outro, jamais renderam o esperado na equipe principal.

Tchô, Lenny, Lulinha, Fellype Gabriel, Bruno Mezenga, Daniel Lovinho, Alex Teixeira... a lista é interminável. E, essa semana, saiu uma notícia a respeito de mais um grande foguete molhado do futebol brasileiro. O que tem uma das histórias mais curiosas entre todos eles.

Tenho muitas lembranças de um jogo em especial desse atleta, no Mineirão, numa tarde de domingo. Aliás, meus novos companheiros de blog, Igor Dias Pinto e Danilo de Castro, também devem se lembrar bastante, porque no outro dia eu estava insuportável na faculdade...

São 34 minutos do segundo tempo, e, depois de muitas viradas, pênaltis e emoções, o Cruzeiro vence o Galo por 4x3. O time celeste, apesar da vantagem no placar, continua no ataque. O centroavante Roni, vigiado de perto pela defesa alvinegra, dá um passe lateral para Kerlon, livre na ponta direita. Ele, que havia saído do banco de reservas para desequilibrar o jogo ao lado de outro garoto de 19 anos, Guilherme, é imediatamente cercado por dois defensores, e ainda havia um terceiro na sobra. Pra se livrar deles e invadir a área, só usando a cabeça. No caso de Kerlon, literalmente.

Bola pro alto, e o jovem meia-atacante a controla na cabeça com uma habilidade de fazer inveja a uma foca de circo. São três toques numa corrida em direção à grande área, até a entrada assassina do lateral Coelho pôr fim à jogada. As duas torcidas fazem o Mineirão vir abaixo: a cruzeirense, de euforia; a atleticana, de raiva. Após um princípio de confusão, Coelho é expulso, e, com um jogador a menos, a reação alvinegra se torna mais difícil.


O lance rodou o mundo. A imprensa chamou de futebol-arte, zagueiros de todo o Brasil prometeram arregaçar Kerlon, inúmeros técnicos chamaram de menosprezo, e, em meio a tanta polêmica, aumentavam ainda mais os vídeos no Youtube apresentando “o próximo Ronaldinho”.

Pois bem: já se passaram quase quatro anos desde aquela tarde de setembro de 2007, e até hoje o “próximo Ronaldinho” não apareceu.

Não apareceu, em parte, por causa das seguidas contusões nos dois joelhos. Em 2008, enquanto se recuperava de uma delas, Kerlon seguiu as orientações de seu empresário, o italiano Mino Raiola, e deixou o Cruzeiro (pelas portas dos fundos, alegando que se achava em condições de ser titular desde sempre), rumo à Velha Bota.

Jogou quatro partidas pelo Chievo Verona e se machucou de novo. Mesmo assim, a Inter de Milão o contratou na temporada seguinte, repassando-o ao Ajax, da Holanda, para adquirir experiência. Não chegou a entrar em campo por nenhuma das duas equipes, graças a duas novas lesões.

No começo do ano, achei que Kerlon tinha chegado ao fundo do poço, amargando a reserva no Paraná Clube. Me enganei. Ele pediu dispensa seis meses depois, tendo jogado mais quatro partidas e não recuperando a forma física.

Certa vez, citei o caso do zagueiro Gladstone, que saiu da Juventus e foi parar no Náutico. Mas Kerlon foi ainda mais além. Do alto de seus 6 anos de carreira, com a “impressionante” marca de UM gol em 52 jogos, ele conseguiu a proeza de sair da Inter de Milão para o Nacional de Nova Serrana, que, recentemente, ganhou a segunda divisão do Campeonato Mineiro. Triste situação para um jovem de 23 anos que corre o risco de se aposentar prematuramente, vencido pelas contusões.

Seria cômico se não fosse trágico. Mas não deixa de ser uma aberração futebolística.
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“Aberrações futebolísticas” – Grandes furadas de olho do Cruzeiro

Eu tinha prometido pra mim mesmo que ia evitar escrever sobre meu time. Mas lembrei de umas transações bizarras e não aguentei. E, diga-se de passagem, tava difícil escolher só uma entre tantas opções...

Clubes como São Paulo e Internacional costumam vender bem seus atletas, mas, em termos de furadas de olho, nenhum dos dois é páreo para o Cruzeiro. Muito disso, inegavelmente, graças ao talento dos Perrellas em negociações. Isto é, talvez eles não sejam tão hábeis na hora de contratar jogadores (Montillos à parte), mas, na hora de vender... errr.

Colocar o Marcelo Moreno no Shaktar Donetsk por 9 milhões de euros é algo digno de nota. Não chega a ser uma aberração, uma vez que o mercado ucraniano não é lá essas coisas. Mas, só para se ter uma ideia, no mesmo ano – 2008 – o Palmeiras vendeu o Valdívia, muito melhor tecnicamente, por 8 milhões.

O mesmo vale pro Wagner, o antigo camisa 10. Duas bolas de prata da revista Placar, convocações pra seleção... podia ter saído por mais do que 6 milhões de euros, e para um clube maior do que o Lokomotiv Moscou. Mas, a julgar pela bolinha que o meia-atacante vinha jogando, fora os sumiços em momentos decisivos, saiu por um bom valor.
Nota do blogueiro: Ok, talvez eu diga isso influenciado por algum rancor, pelo fato de o Wagner ter cometido o pecado imperdoável de pedir substituição numa final de Libertadores. A menos que você tenha uma fratura exposta, isso NÃO se faz! SOBRETUDO quando seu reserva é o Athirson!

Agora, tem umas vendas que fazem a gente gargalhar. Verdadeiras furadas de olho, com clubes torrando rios de dinheiro em jogadores que, pensando bem, não valem metade do valor pago.

Por exemplo, o Fábio Júnior, grande destaque do América-MG na segundona de 2010. Deu muitas alegrias à torcida celeste em 1998, quando foi artilheiro do time no brasileirão e ainda ganhou a bola de prata. Deu mais alegria ainda quando jogou no Atlético (matou a gente de rir), mas, quando saiu do Cruzeiro, foi vendido para a Roma por inacreditáveis 15 milhões de dólares. Só que, um ano e meio mais tarde, os italianos se deram conta que o Fábio Júnior não era aquilo tudo. Foi emprestado (de graça e com a Roma pagando uma parte do seu salário) para Cruzeiro, Palmeiras e Atlético Mineiro, jogando mal em todos. Pra quem tinha a moral de ser chamado de novo Ronaldo...

E o Geovanni? Marcou o gol de falta que valeu a Copa do Brasil em 2000, jogou as Olimpíadas nesse mesmo ano ao lado de Alex e Ronaldinho Gaúcho... as credenciais o fizeram parar no Barcelona. Isto é, no banco do Barcelona, mesmo porque o titular
era o Saviola. Depois, trocou o banco pelo departamento médico, e, finalmente, o Barcelona pelo Benfica. Moral da história: o Geovanni nunca mais jogou a mesma bola e o Cruzeiro lucrou 18 milhões de dólares – a segunda maior transação da história do futebol brasileiro.

E eu não vou nem falar que a ida do Gerson Magrão para o Dínamo de Kiev deu mais lucro do que a venda do Sorín para o Villarreal porque isso irrita. Ok, acabei falando... mas só queria saber o seguinte: como um clube tem coragem de pagar 2,2 milhões de euros em um jogador que consegue ser ruim em TODOS os fundamentos!? E o Sorín, o deus da raça cruzeirense em todos os tempos, saiu por 1,9 milhão de dólares...

E ainda tem muitos outros exemplos, como Alex Alves, Evanílson... enfim, os Perrellas estão no poder desde 1995, e vêm se alternando desde então. Como tudo indica que vão continuar lá por bastante tempo, tudo indica que ainda tem muita aberração vindo por aí.
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“Aberrações futebolísticas” – Nottingham Forest


Talvez a denominação correta para o post de hoje seja "Interrogação futebolística".

Digo interrogação porque é difícil classificar um time do tamanho do Nottingham Forest.

Se um clube for considerado grande pelos seus títulos, há de se ressaltar que o Forest foi bicampeão da Champions League entre 1979 e 1980 (troféu que Arsenal e Chelsea, por exemplo, não têm até hoje), duas Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa e mais um Campeonato Inglês, só pra citar as maiores glórias. Nada mau...

Agora, o que torna um clube pequeno? Rebaixamentos sucessivos? Falência? Pois os Reds não só faliram de fato em 1914, como também passaram a maior parte dos últimos 122 anos (quando o Campeonato Inglês começou a ser disputado) na segunda divisão. Não obstante, são os únicos campeões europeus a já terem sido rebaixados à terceirona. Nada bom...

(a título de curiosidade, Reds é um apelido clichê de times ingleses, não? Pois o Forest foi o primeiro de todos eles a usar vermelho, sendo, portanto, os Reds originais)

Quanto à torcida, não é tão numerosa como a de um Newcastle ou um West Ham, mas tão apaixonada quanto – algo parecido com a do Bahia e do Santa Cruz, que, mesmo em divisões inferiores, batem recordes de público no Brasil. Na última edição da segundona inglesa, a força da torcida foi o combustível que carregou o Nottingham Forest à fase final dos playoffs, quando o time perdeu para o Blackpool – e, por pouco, não retornou à elite.

Moral da história: qual o tamanho do Forest, afinal? Creio que, ao invés de classificar como grande, pequeno ou médio, dá mais certo chamar de aberração mesmo.

Um dos velhos chavões esportivos diz que futebol é momento. Mas pouquíssimos clubes no mundo variam tanto entre os extremos como o Nottingham Forest.
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"Aberrações Futebolísticas" - As aparências NÃO enganam

Já tinha adiantado tudo o que precisava fazer no estágio. Receber os telefonemas, enviar twits, editar vídeos, mandar e-mails, selecionar os especializados... Funções da minha nova profissão. Sem nada tão urgente para fazer (antes do programa), decidi escrever para o blog. Olhei o cronograma de sessões e notei que hoje é o dia das “Aberrações Futebolísticas”. Minha vasta, criativa e inesperada imaginação (modéstia à parte) me remeteu a um jogador búlgaro, que participou da Copa de 94, cuja aparência é, no mínimo, “intrigante” (mais do que o nosso glorioso Valderrama, acredite). Vaguei, perambulando pelas dimensões da web, à procura de imagens, fotos ou resquícios destes ícones, figuras, ou, porque não, aberrações do futebol.

Jaz aqui o resultado da curiosa pesquisa:

Hilário!

CARLOS “EL PIBE” VALDERRAMA – Não tem como não começar com este. Ele não era só conhecido pela sua imponente cabeleira (embora, eu ache), mas é considerado um dos maiores jogadores colombianos da história. Jogava no meio de campo e tinha como característica os passes precisos e uma forte marcação. Se aposentou, em 2004, aos 42 anos.


TRIFON IVANOV, VULGO LOBO BÚLGARO – Este defensor fez parte da surpreendente seleção da Bulgária da Copa de 1994 (4º lugar), a mesma do craque Stoichkov. Mas Ivanov chamava mais atenção pelo seu corte mullet de cabelo e uma barba fora do cumum. Seu visual amedrontador o levou ao seleto hall dos zagueiros mais temidos da história das Copas (não é para menos, não?)


TCHOUTANG – Bola que é bom nada, mas o que espanta neste atleta foi seu súbito envelhecimento em um intervalo de quatro anos. O camaronês conseguiu o feito de diminuir 11 centímetros de altura!


TARIBO WEST – Quem colecionou álbum de figurinha da Copa sabe de quem eu estou falando. A figura mais emblemática da Copa de 2002, sem dúvidas. Nem o bizarro cabelo de Ronaldo Fenômeno consegue superar o desse nigeriano. Parecem dois arbustos, cor de kiwi, no meio de um deserto... Por fim, só para constar, foi zagueiro.


FRANCK RIBÉRY E CARLOS TÉVEZ – Bom, esses a gente já conhece...
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“Aberrações futebolísticas” – Leomar capitão da seleção


No Brasil, o ano de 2001 inteiro pode ser considerado uma aberração futebolística.

O time sensação do país era o São Caetano, que, na época, tinha 12 anos de existência e, até então, só havia sido campeão das divisões inferiores do Campeonato Paulista. Outra bizarrice: foi bi-vice campeão nacional no mesmo ano (a final da Copa João Havelange foi disputada em janeiro de 2001, e a do Brasileirão convencional em dezembro).

O Campeonato Brasileiro, aliás, apresentou algumas gracinhas. A crise de energia elétrica (vulgo “apagão”) fez com que a CBF agendasse, durante a semana, jogos às 3h da tarde em Cuiabá – e quando a partida tinha que ser à noite, ou seu time arranjava um gerador de energia para o estádio, ou o jogo era realizado em Manaus. Mas o maior absurdo da competição não teve nada a ver com isso: o Atlético Paranaense acabou campeão sendo treinado pelo Geninho!!!

Mas nada, nada pode ser uma aberração maior do que a Seleção Brasileira naquele ano.

E não estamos falando do time que conseguiu ser eliminado da Copa América por Honduras (HONDURAS!!!) – algo que, apesar de ser outro absurdo sem tamanho, ainda era o início da saga de Felipão rumo ao penta em 2002. Agora, o que dizer do ilustre Emerson Leão, que teve coragem de jogar a Copa das Confederações levando Zé Maria (lateral-direito horroroso do Perugia, saiu escorraçado de Palmeiras e Cruzeiro), Carlos Miguel (então ex-jogador em atividade do Grêmio), Evanílson (na época ainda enganava), Vagner (quem?), Fábio Rochemback (hoje mostrando no Grêmio porque era eterna promessa no Inter) e Júlio Baptista (socorro!)?

Pior: Leão convocou, escalou como titular e deu a faixa de capitão ao volante Leomar, do Sport Club do Recife.

Tudo bem, na época o Leomar estava até jogando bem no clube, mas sua convocação se deve unicamente ao fato de o Leão ter treinado o Sport até meses antes da Copa das Confederações. Havia jogadores melhores em momentos melhores (como o Gilberto Silva, voando no Atlético-MG, ou mesmo o Kléberson), mas, já que o técnico quis apostar...

Moral da história: o Brasil apanhou da França, conseguiu a proeza de perder o 3° lugar pra Austrália nos acréscimos, Leão perdeu o emprego e a “Era Leomar” foi jogada na lata de lixo. Ah, e o Sport acabou em último no Brasileirão e foi rebaixado.

E você achando que o Dunga era o único que só chamava seu clubinho pra jogar na seleção, hein?
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“Aberrações futebolísticas” – Keirrison esquentando banco pro Weldon


O que você pensa quando vê um cidadão de 18 anos comandando seu time numa competição nacional?

O Coritiba venceu a Segunda Divisão em 2007 com um time de jovens promissores, como Pedro Ken e Marlos. Mas o grande responsável por trazer o troféu para o Alto da Glória foi o atacante Keirrison, artilheiro do Coxa com 12 gols.

Colecionando elogios e artilharias de campeonatos, inclusive o da Primeira Divisão em 2008, Keirrison já era apontado como futuro camisa 9 da seleção, quando foi negociado com o Palmeiras. Foi vice-artilheiro do Paulistão e fez assombrosos 16 gols em 14 partidas – nenhum outro jogador teve um início tão inacreditável pelo Verdão, mas, ainda assim, alguns palestrinos diziam que K-9 amarelava em jogos decisivos. Chegou em janeiro de 2009 como “Keirrigol” e saiu em junho como “Pipokeirrison”, vendido para o Barcelona por 15 milhões de euros.

E é aqui que (finalmente!) começa a aberração futebolística de hoje.

Mesmo com os gols que Keirrison vinha fazendo até então, ainda não estava 100% preparado para jogar no futebol europeu. E, cá entre nós, nem o Dunga seria louco o suficiente de colocar um menino de 20 anos de idade pra disputar posição com Henry, Messi e Ibrahimovic, quanto mais o Guardiola. Assim sendo, para adquirir experiência, K-9 foi emprestado ao Benfica.

Entretanto, a única experiência que ele adquiriu lá foi a de esquentar banco pro Weldon.

Se você não sabe, o Weldon é um atacante que, desde que saiu do Santos, nunca passou mais de um ano no mesmo time – e, exceto por Cruzeiro, o próprio Benfica e o Peixe, nenhum desses times tem grande expressão. E tudo bem que o ataque benfiquista titular tinha Saviola (precisa comentar?), Oscar Cardozo (ídolo local e da Seleção Paraguaia) e Nuno Gomes (capitão do clube), mas, quando um desses saía contundido ou suspenso, quem jogava era o Weldon. Ou seja, Keirrison era reserva do reserva.

Antes que pudesse pagar mico de perder a vaga pra mais uma galera freak recém-contratada, como Éder Luís e Alan Kardec, Keirrison deixou o Estádio da Luz depois de sete partidas e nenhum gol. Ninguém deve lembrar que esteve na Fiorentina até outro dia, antes de ser emprestado para o Santos – onde, atualmente, tenta ganhar a posição do Marcel (que não seria titular nem no time de pelada deste blogueiro).
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"Aberrações futebolísticas" - Amaral marcando Zidane

Você pode se lembrar do Amaral de várias formas.

O volante esforçado e humilde, que trabalhou como coveiro antes de chegar às categorias de base do Palmeiras, e chegou a jogar na Seleção – foi medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

O jogador com passagens vitoriosas por Palmeiras, Corinthians e Vasco – outras nem tanto por Grêmio, Vitória e Atlético-MG –, além de ter jogado em Portugal e na Itália.

Ou simplesmente o sujeito feio e ruim de bola, que alterna passagens pelo futebol australiano e do interior de São Paulo, que ficou famoso por ter perdido até o rumo de casa depois de tomar um elástico do Romário:



Mas a aberração presente nesse post nada tem a ver com o lance acima. Afinal, o pobre do Amaral estava no lugar errado na hora errada, já que, como sabemos, qualquer defensor de qualquer time está sujeito a tomar um olé do Romário dentro da área.

Agora, eu quero saber quem foi a ANTA que botou o Amaral pra marcar o Zidane.



Chega a ser engraçado, porque é o tipo de coisa que não acontece nem em pelada de final de semana – você sempre manda o pior do time atrapalhar todo mundo, mas nunca, NUNCA!, chegar perto do adversário melhorzão.

Essa bizarrice aconteceu numa partida entre Fiorentina e Juventus, em algum momento entre 2000 e 2001, e ganhou até comunidade no Orkut. Cá entre nós, não consigo pensar numa situação tão irreal nos dias de hoje. Talvez Thiago Heleno (ex-Cruzeiro, agora no Corinthians) marcando o Messi, ou talvez Domingos (ex-Santos, atualmente na Portuguesa) cercando o Cristiano Ronaldo...
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"Aberrações futebolísticas" - Boca Juniors 0 vs. 1 Paysandu

Perguntei pro meu irmão de 14 anos se ele conhecia um time chamado Paysandu. E ele me responde, na lata: “é do sul, né?”. Er... na verdade, o clube é de Belém do Pará, e (diz o Datafolha) tem a maior torcida do norte do Brasil. Hoje, o Papão da Curuzu joga a terceira divisão, e, se você tem mais ou menos a mesma idade do meu irmão e mora no sul ou no sudeste, provavelmente nem vai se lembrar do tempo que eles jogavam a Série A.

Agora, se eu tivesse perguntado sobre o Boca Juniors, com certeza o pirralho teria dado uma resposta mais decente, citando o domínio sul-americano dos xeneizes na última década. Aliás, se eu fizer essa mesma pergunta a algum tarado pelo futebol argentino (ou ao PVC mesmo), essa pessoa não só vai citar as glórias e os craques que passaram pelo Boca, como também as conquistas de seis Libertadores, três Mundiais, duas Copas Sul-Americanas e 23 Campeonatos Argentinos.

Até 2003, pela Libertadores, apenas dois times brasileiros tinham vencido os argentinos em La Bombonera: o Santos, que tinha um rapaz chamado Pelé, e o Cruzeiro, com um tal de Ronaldo. Naquele ano, o Paysandu chegou em Buenos Aires para disputar a partida de ida das oitavas de final com a moral de quem tinha se classificado como líder do grupo (e enfiando 6 gols no Cerro Porteño, segundo colocado). Mas, a bem da verdade, continuava sendo o Paysandu...

E aí, o que acontece? Iarley, Robgol e companhia, para assombro geral de qualquer pessoa que acompanhe o futebol, conseguiram o impossível: venceram por 1x0, e com dois jogadores a menos!!! (Cliquem aqui e vejam com seus próprios olhos)

No jogo de volta, em Belém, o Boca tinha esquecido a zebra na Argentina e venceu por 4x2. Acabaria campeão da Libertadores. E o único que não deve ter ligado foi o Iarley, que, logo após o título, foi contratado pelo Boca e ajudou o clube a vencer o Mundial no fim do ano.
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"Aberrações Futebolísticas" - Vítor no Real Madrid



Como o próprio nome da sessão já diz "Aberrações Futebolísticas" trará ao leitor fatos curiosos sobre o futebol, resultados inusitados, jogadas e jogadores estranhos, etc.

Resumindo, pura bizarrice.

O futebol é uma benção.

Entenda o porquê.

Claudemir Vítor, ou simplesmente Vítor, é um ex-lateral direito brasileiro com passagens por São Paulo, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Corinthians e Real Madrid. Tem como títulos principais 4 Copas Libertadores, 1 Mundial Interclubes, 1 Copa do Brasil e 1 Campeonato Brasileiro.

Números normais e até expressivos, não fossem alguns detalhes: o primeiro, o futebolzinho do lateral e o segundo, sua rápida passagem pela equipe espanhola.

Depois da Libertadores de 93 conquistada pela equipe do Morumbi, o clube madrilenho através de olheiros recebe passagens que seria interessante a contratação do lateral direito titular da equipe campeã da América, isso mesmo, "lateral direito titular", sem especificação pelo nome.

Prontamente, o clube espanhol parte em negocição com o São Paulo que espertamente ao invés de oferecer Cafú, o então titular, oferece Vítor que acaba assinando com "Los Blancos" por US$ 1,5 milhão.

Não demorou muito e o "golpe" tricolor foi descoberto pela direção madridista que devolveu o jogador. Mesmo assim, a bobagem já estava feita e Vítor, considerado a pior contratação da história do Real, tendo ficado por lá não mais que alguns meses, disputado apenas 3 jogos e bem antes do término da temporada 93/94 já estava de volta ao Brasil.
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