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O Galo é o time da virada


Após uma década desastrosa para a torcida atleticana, a qual inclui o pior momento da história do clube - a queda para a segunda divisão do campeonato brasileiro - e uma seqüência de jogos ruins contra o maior rival, Cruzeiro, vencendo apenas uma partida de 15 disputadas (sendo que, na única vitória do Galo, o Cruzeiro jogava com o time reserva), o Atlético está dando sinais de que pode finalmente voltar a figurar no cenário principal do futebol brasileiro. Muito se deve ao atual presidente do clube, Alexandre Kalil.

Em 2008, ao fazer uma péssima campanha no campeonato brasileiro em razão do elenco limitadíssimo que montou, o presidente à época, Ziza Valadares, renunciou ao cargo e eleições aconteceram cerca de um mês após a saída do dirigente. Alexandre Kalil, que já havia sido eleito Presidente do Conselho Deliberativo do clube em 1999 e em 2004, foi eleito, com 271 votos, e chegou prometendo mudanças e que faria de tudo para que o Atlético voltasse a entrar nas competições para vencer.

Na temporada seguinte, Kalil fez, provavelmente, o melhor negócio de seu mandato, no qual contratou o atacante Diego Tardelli junto ao Flamengo a preço de banana. Contestado por parte da torcida, o atacante logo calou os críticos e se tornou ídolo. Liderou a equipe do Atlético em 2009 para uma boa campanha no Campeonato Brasileiro daquele ano, fazendo com que o time fosse apontado um forte candidato ao título, que escapou nas últimas rodadas. Tardelli foi simplesmente o artilheiro do torneio e ganhou diversos prêmios, como a Chuteira de Ouro, o Prêmio Friedenreich (ambos premiam o jogador que mais marcou gols no Brasil), a Bola de Prata, da Revista Placar e o prêmio Craque do Brasileirão, da CBF e Rede Globo, ambos como melhor atacante do campeonato.

Em 2009, Kalil obteve seu maior acerto, mas em 2010 cometeu seu pior erro: a contratação do técnico Vanderlei Luxemburgo, que começou bem o ano, ao vencer o campeonato mineiro. Mas com o passar do tempo, foi caindo de produção e mesmo com a chegada de grandes jogadores, como Diego Souza, eleito melhor jogador do campeonato nacional do ano anterior, Réver, Daniel Carvalho dentre outros, o time fez uma campanha inconstante e ficou por muitas rodadas na zona do rebaixamento. Em 24 jogos, o treinador conseguiu apenas 21 pontos a frente do time (aproveitamento de pífios 29%, pior do que o 18º colocado daquele ano) e não suportou. Foi demitido após a derrota por 5x1 diante do Fluminense.

Porém a sorte voltou a sorrir novamente para o Galo quando acertou a contratação do técnico Dorival Júnior que, nas últimas 14 rodadas do campeonato, conseguiu 24 pontos, três a mais do que Luxemburgo conseguiu em quase o dobro de partidas, com um ótimo aproveitamento de 57% (melhor do que o do quarto colocado, Grêmio). Importante ressaltar que três destes 24 pontos foram conquistados diante do rival Cruzeiro (aquele mesmo que o Atlético venceu apenas um jogo em 15), numa vitória por 4x3 com três gols do centroavante Obina e com apenas a torcida do Cruzeiro presente no estádio.

Chega o ano de 2011. O Atlético se reforça, bons nomes como Mancini, Leonardo Silva e Magno Alves passam a integrar seu plantel. Já na terceira rodada do Campeonato Mineiro, o Galo vence o Cruzeiro novamente por 4x3, novamente com torcida única do rival e novamente com três gols de um centroavante, desta vez Diego Tardelli. O clube carrega consigo grandes expectativas para este ano, nesta nova década que promete ser bem diferente da passada. Está de volta o “Galo forte e vingador” que a torcida se acostumou a ver nos anos 70 e 80?
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O Dono do Mundo


Aos 23 anos de idade, o argentino prodígio Lionel Messi já conquista seu segundo prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA, marca um tanto incomum para um jogador tão jovem. Messi já impressionava o mundo em 2005, aos 18 anos, quando foi convocado para a seleção da Argentina pela primeira vez e ganhou inclusive o prêmio de melhor jogador jovem do mundo no mesmo ano.

Já não bastasse, Messi já marcou mais de 150 gols em sua carreira (15 apenas pela seleção), venceu quatro campeonatos espanhóis, duas ligas dos campeões (e foi artilheiro das duas últimas edições), um mundial interclubes e, pela seleção nacional, foi ouro olímpico em Pequim 2008 e campeão do mundial sub-20 em 2005.

Mesmo com esses impressionantes números pelo Barcelona, Messi é questionado por suas atuações jogando pela seleção de seu país, por isso, há muita divergência sobre quem será o Messi dos próximos anos.

Alguns menosprezam, dizendo que é “fogo de palha”, “foguete molhado” e que logo perderá toda a badalação, como aconteceu com Ronaldinho, que ganhou o prêmio de melhor jogador do mundo por duas vezes (2004 e 2005) e depois disso seu futebol caiu drasticamente. Saiu do Barcelona, foi para o Milan e não encantou por lá. Está agora no Flamengo, numa busca de certa forma desesperada para disputar a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Outros já exageram, dizendo que será melhor do que Pelé e Maradona e até mesmo que já é o maior jogador de todos os tempos. É dito por muitos que, para ser melhor que Maradona ou Pelé, Messi deve ao menos vencer uma Copa do Mundo, e a seleção argentina não foi longe nas duas copas que Messi disputou: caiu nas quartas de final em ambas as edições (2006 e 2010), para a Alemanha.

Melhor jogador de todos os tempos? Muito difícil. Mil gols na carreira? Nada impossível para Messi que, como já citado, já marcou mais de 150 vezes e tem apenas 23 anos. Lionel Messi tem tudo para ganhar uma Copa do Mundo (provavelmente disputará as próximas duas ou até três edições), não deverá ter um declínio brusco como o de Gaúcho, pois, por incrível que possa parecer, ainda pode melhorar o seu futebol e tem muito tempo para isso. Se as coisas não mudarem muito daqui para frente, não posso medir quantos prêmios de melhor jogador do mundo Messi vai receber.
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